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Perda do habitat natural

A visão imediatista do extrativismo puro e simples custa milhares de vidas e danos irreparáveis à natureza.

Nossa fauna silvestre está perdendo suas florestas e esta perda do habitat natural é a maior causa de várias espécies estarem ameaçadas de extinção.

Os desmatamentos ocorrem numa velocidade assustadora devido à exploração legal e ilegal de madeira. Juízes honestos e preocupados com esta grave questão, isolados pela distância nos últimos recantos do país, enfrentam, sozinhos, grandes madeireiros que obtém licença para exportar castanheiras e se utilizam disso para contrabandear nosso mogno. Outros fatores relevantes são: a desenfreada necessidade de expansão agrícola, quase sempre traduzida em projetos megalômanos que raramente dão certo, e a abertura de pastos em enormes áreas, já comprovadamente impróprias para tal atividade.

A construção de usinas hidroelétricas é outro agravante. Muitos dos levantamentos de fauna são executados por funcionários das próprias empresas construtoras, como ocorreu recentemente no caso da usina Corumbá IV, no estado de Goiás, só para citar um exemplo.

Não bastando as alterações climáticas, a cujos efeitos todo o planeta tem estado mais suscetível, as queimadas provocadas causam danos irreversíveis ao meio ambiente.

Vítima de todos estes eventos pré-apocalípticos, a fauna silvestre sobrevivente vai se deslocando territorialmente e se adaptando às novas condições de subsistência.

Nosso país teme muito a violência urbana, mas é necessário que incorporemos também, ao nosso dia-a-dia, o combate contra a destruição do meio ambiente ou isto vai nos atingir em cheio nos próximos tempos.

No caso específico dos grandes felinos, perdendo seus territórios e sem acesso às presas das quais normalmente se alimentam, passam a viver do gado invasor. Então, são condenados à morte por estarem causando prejuízos aos proprietários rurais.

Erros de manejo do gado, animais mais fracos deixados pastando próximos das matas, gado não recolhido à noite e falta de investimento em tecnologias simples mas eficientes, geram este extermínio de felinos, como se estes fossem os invasores.

Ironicamente, a maioria dos fazendeiros vive reclamando que a agropecuária não dá lucro.

Esta é a mentalidade dos desinformados que usam todos os tipos de desculpas para nunca investir na terra.

Um círculo vicioso onde a natureza sempre perde e o homem sempre ganha, com as mais absurdas justificativas.

CENAS TM-LANDSAT CRÍTICAS


A taxa anual do desflorestamento bruto da Amazônia brasileira tende a se concentrar em uma fração das 229 cenas TM-Landsat que cobrem toda a região. Por exemplo, no período 1999/2000, mais de 80% da taxa média do desflorestamento bruto da Amazônia se concentrou em 49 cenas (figura 9), representando aproximadamente 21% do total destas 229 imagens.

As amostras utilizadas para gerar estimativas provisórias da taxa média do desflorestamento bruto são selecionadas de forma a incluir as cenas que apresentam as maiores taxas. Este procedimento adotado para os períodos 96/97, 97/98 e 98/99, baseado na análise de 47, 46 e 44 cenas, demonstrou que a taxa estimada a partir da amostra esteve em boa concordância com o valor estimado a partir da análise de todas as 229 cenas, apresentando erros de 1,5%; 3,1% e 2,0%, respectivamente.

Figura abaixo:Cenas TM-Landsat críticas consideradas na geração da estimativa da taxa média do desflorestamento bruto na Amazônia, para o período 2000/2001.

Fonte INPE: http://sputnik.dpi.inpe.br:1910/col/dpi.inpe.br/lise/
2002/06.12.13.16/doc/Pag-19.htm


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